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Caco Barcellos profere palestra em Alfenas sobre empreendedorismo em tempos de crise

por Ascom Última modificação em 03/07/2017 | 10h 9min |

A Associação Comercial e Industrial de Alfenas (ACIA), em parceria com a Prefeitura de Alfenas e a Unimed, trouxe à cidade o jornalista Caco Barcellos para proferir a palestra "Superando Desafios: O verdadeiro valor da vida".

O evento aconteceu na última sexta-feira (30/06), no Alfenas Tênis Clube, e teve por objetivo estimular o empreendedorismo nos empresários e comerciantes do município, especialmente em situações de crise.

Na cerimônia de abertura, o presidente da ACIA, Conrado Gomes de Souza, discorreu sobre as conquistas da entidade, seguido pelo Dr. Cláudio Laudares, presidente da Unimed Alfenas, instituição que completa 25 anos de existência na cidade em 2017.

Em seguida, o prefeito Luiz Antônio da Silva deu boas notícias ao público: a redução de 40% dos índices de criminalidade no município, o investimento de 22 milhões de reais em moradia, e a reativação da  tradicional indústria de tecelagem Saliba, o que proporcionará cerca de 250 novos postos de trabalho.

O prefeito revelou aos convidados, ainda, quais serão os artistas que vão participar da festa de aniversário da cidade: Aline Barros, Rosa de Saron, Frejat e César Menotti & Fabiano.

O Dr. Edward Quirino dos Santos, provedor do Hospital Santa Casa, instituição homenageada, proferiu as palavras finais.

Caco Barcellos

Aos 64 anos, é um dos principais nomes do jornalismo investigativo no Brasil, autor de três livros – um deles, o famoso “Rota 66, a história da polícia que mata” – e vencedor de dois prêmios Jabuti de literatura. Também é um dos repórteres mais famosos da Rede Globo, fez a cobertura de mais de 30 guerras, e recebeu vários prêmios por sua atuação em defesa dos direitos humanos.

O apresentador do programa global Profissão Repórter compartilhou um dos medos de qualquer repórter iniciante: o de fracassar. Ele confessou que sempre se sentiu um “cidadão de quinta categoria”, mas deu a “sorte” de ser persistente. “Nunca me entreguei. Não posso te dizer se as coisas que fiz foram boas ou ruins, mas te garanto que, em tudo o que fiz, me dediquei ao máximo”.

Caco atribuiu essa insegurança às suas origens: cresceu na periferia de Porto Alegre e teve que trabalhar para conseguir estudar. Enquanto fazia faculdade, trabalhou como taxista para poder pagar as contas até conseguir ser contratado como repórter. “Sempre me senti um desqualificado por conta da minha formação, das minhas dificuldades materiais, por ter estudado nas piores escolas. Hoje eu acredito que, provavelmente, foi essa formação simples que me ensinou a lutar. O que eu achava que era motivo para me sentir um fraco, foi talvez o que me deu mais força”, contou ao público.

O encerramento do evento contou com o show da banda de Paulinho Veronezi.

 

ASCOM/Prefeitura de Alfenas