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Escola Municipal Orlando Paulino aproxima alunos do mundo das artes

17/05/2017

Na Escola Municipal Orlando Paulino, as aulas de Artes ganharam novas cores, com a implantação do Projeto Releituras no 9º ano. Segundo a diretora da escola, Lourdes Moreira, o projeto visa apresentar aos alunos um mundo que eles não têm acesso no dia a dia: “o único espaço de socialização desses alunos é a escola. Por isso, temos que oferecer aqui o máximo de experiências e aprendizagens para eles”.

Primeiramente, a professora de Artes Renata Cândida Ribeiro apresentou aos alunos as obras de pintores brasileiros como Romero Brito, Gustavo Rosa, Tarsila do Amaral, bem como do pintor espanhol Pablo Picasso.

As famílias dos alunos compraram as telas. A supervisora, Rosa Maria Barbosa, teve a ideia de convidar o talentoso pintor serraniense Antônio Gonçalves, popularmente conhecido como Nenem para ministrar uma oficina na escola.

Nos dias 10 e 17 de maio, Nenem não só encantou os 17 alunos do 9º ano com suas obras, como também lhes deu a oportunidade de entrar em contato com as artes visuais, manuseando pinceis e tintas, permitindo assim que os jovens manifestassem sensações e percepções. Cada aluno ficou livre para escolher uma obra de arte para criar a sua própria “releitura”.

“Esta descoberta da capacidade de pintar tem sido uma terapia para os alunos. Estamos impressionadas como alunos que normalmente se mostravam inquietos ficaram completamente interessados e concentrados durante a oficina de pintura”, comentou a professora de Artes.

“Além de sair da rotina da sala de aula, essa é uma boa maneira da gente se expressar”, destacou a aluna Flaviane de Cássia Pereira, de 14 anos.

O pintor Nenem

Antônio Gonçalves, 62 anos, é natural de Serrania. Foi seminarista e tem formação em Letras e Filosofia. Quando menino, lia histórias em quadrinhos e copiava os desenhos. Com o incentivo dos pais, fez alguns cursos de pintura. Começou pintando natureza morta, depois paisagens.

Ele disse que, quarenta anos atrás, foi ao Museu de Arte de São Paulo – MASP, para prestigiar uma exposição sobre a história do Egito, pela qual tinha um enorme fascínio. Para a sua surpresa, descobriu que as múmias eram negras, e não brancas, como ele tinha visto nas imagens dos livros de história.

Desde então, começou a pintar as diferentes etnias existentes na África. “Geralmente, os pintores e fotógrafos costumam retratar os povos africanos em situação de pobreza e miséria. Diferentemente disso, prefiro pintar a riqueza e a diversidade de sua cultura”, contou o pintor.

 

ASCOM/Prefeitura de Alfenas